O fim de semana no Pará virou um verdadeiro filme de terror, daqueles que a gente preferia assistir só na tela grande, bem longe da nossa realidade. Chuvas torrenciais transformaram cidades em rios, deixando um rastro de destruição e desespero.
Em Bragança, no nordeste do estado, o Rio Cereja mostrou quem manda e transbordou sem dó nem piedade. Ruas viraram canais venezianos, só que sem o charme e com muito mais lama.
Casas foram invadidas pela água, e bairros inteiros ficaram isolados, como ilhas perdidas em meio a um oceano de chuva. A cena era de filme apocalíptico.
Enquanto isso, no sudeste paraense, Marabá também não escapou da fúria da natureza. Um temporal daqueles de lavar a alma (e tudo mais que estiver pela frente) causou alagamentos e um caos no trânsito digno de Hollywood.
Segundo a Defesa Civil, em apenas duas horas caiu o equivalente a 20% de toda a chuva esperada para fevereiro. É como se o céu tivesse decidido descarregar toda a sua raiva de uma vez só.
A água, implacável, invadiu casas, estacionamentos e ruas, transformando a vida dos moradores num verdadeiro pesadelo. Alguns bairros ficaram completamente inacessíveis, como se tivessem sido engolidos por um tsunami.
Em Marabá, o túnel de pedestres da BR-230 virou uma piscina olímpica improvisada, e o acesso ao bairro Araguaia ficou seriamente comprometido. Imagina a saga para chegar em casa depois de um dia de trabalho!
Na Folha 17, a enxurrada resolveu fazer um tour pelas tubulações e invadiu residências e garagens. Os moradores que o digam.
O aposentado Jairo Henrique que o diga. Ele não estava em casa quando o dilúvio começou, mas foi avisado pela nora em pânico. “Corri pra ajudar, mas quando cheguei já estava tudo alagado”, lamentou.
Como se não bastasse a tragédia, uma sucuri resolveu dar o ar da graça em meio à inundação. Pânico total entre os moradores, que já não sabiam se corriam da água ou da cobra.
E a novela do canal entupido continua. Entre as Folhas 22 e 27, o canal, já conhecido por estar sempre cheio de lixo, transbordou novamente. Os moradores reclamam que o problema é antigo e que a água acumulada representa um risco constante de doenças e prejuízos. Alô, poder público!
Em Bragança, a situação também foi dramática. O Rio Cereja não aguentou a pressão e transbordou, alagando os bairros Aldeia e Padre Luís. Ruas submersas, carros boiando e famílias ilhadas. Cenário de guerra.
Caminhonetes e motos se arriscavam a atravessar as ruas alagadas, com água quase chegando às portas. Algumas famílias tentaram erguer os móveis para evitar perdas, mas muitas acabaram ficando presas em suas casas.
A Defesa Civil Municipal precisou acionar o Corpo de Bombeiros, que usou barcos para resgatar moradores, incluindo idosos e crianças. Uma força-tarefa foi montada para atender as famílias desabrigadas e avaliar os estragos, segundo a coordenadora Analina Costa.
“Estamos monitorando o nível do rio e prestando apoio com abrigo, alimentação e assistência às famílias atingidas”, garantiu Analina. Esperamos que a ajuda chegue rápido e seja suficiente.
Apesar de toda a destruição, a boa notícia é que não houve registro de feridos. Ufa!
A Prefeitura de Marabá informou que está fazendo um levantamento dos estragos e avaliando medidas para evitar novos alagamentos caso a chuva volte a castigar a cidade. Que as providências sejam tomadas o mais rápido possível, porque ninguém merece passar por isso de novo.
Resta agora torcer para que o tempo firme e que as autoridades tomem as medidas necessárias para evitar que essa tragédia se repita. A população do Pará merece mais respeito e segurança.
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