
A tragédia que chocou Ponta Porã: a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, não resistiu aos ferimentos brutais causados pelo marido.
Após ter sua morte cerebral confirmada, a família tomou uma decisão nobre: doar seus órgãos, um gesto de esperança em meio à dor.
Liliane estava internada no Hospital da Vida, em Dourados (MS), desde a fatídica terça-feira, quando foi covardemente atacada a marteladas.
O autor da barbárie? Ninguém menos que seu próprio marido, Elianderson Duarte, subtenente do Corpo de Bombeiros Militar.
O ataque ocorreu na residência da família, um cenário de terror que deixou marcas profundas.
Mas o horror não parou por aí. Dois dos três filhos do casal, de 17 e 15 anos, também foram feridos na tentativa desesperada de proteger a mãe.
O caçula, de apenas 11 anos, presenciou o início do pesadelo, mas felizmente escapou ileso das agressões.
Antes do ataque brutal, Liliane, em um ato de heroísmo, gritou para que os filhos fugissem da casa, pressentindo o perigo iminente.
Liliane se torna a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2026, um número alarmante que clama por justiça.
De acordo com a Polícia Civil, os filhos, atendendo ao apelo desesperado da mãe, correram para a rua em busca de socorro.
Testemunhas relatam ter visto o momento em que invadiram a casa e flagraram o bombeiro agredindo Liliane com requintes de crueldade.
Na tentativa desesperada de escapar, o subtenente tentou pular os muros das casas vizinhas, mas foi contido por moradores revoltados.

Durante a fuga, ironicamente, o criminoso quebrou o tornozelo, sendo levado sob custódia para o Hospital Regional de Ponta Porã.
A audiência de custódia foi cancelada devido aos ferimentos do agressor, adiando, momentaneamente, o acerto de contas com a Justiça.
Em depoimento à polícia, a filha mais velha do casal revelou detalhes chocantes sobre o planejamento macabro do pai.
Segundo a jovem, Elianderson chegou do plantão, trancou portas e janelas, recolheu os celulares dos filhos e esperou Liliane chegar, já com a intenção de atacá-la.
"Quando a mãe chegou, ele disse imediatamente ‘vamos pro quarto’. A mãe negou porque percebeu que tinha alguma coisa errada", relatou o delegado Rodrigo Inojosa.
Ao perceber que o pai estava armado com uma marreta, Liliane gritou: "Abre a porta e foge!", um grito de alerta que ecoa a dor da tragédia.
As agressões começaram antes que os filhos conseguissem escapar, e dois deles foram atingidos, inclusive a adolescente, que sofreu dois golpes na cabeça.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento dramático em que os filhos corriam desesperados pela rua, cobertos de sangue, em busca de ajuda.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) emitiu uma nota lamentando o ocorrido e informando que adotou medidas administrativas.
"O CBMMS permanece colaborando integralmente com as autoridades policiais e com o Poder Judiciário para a plena elucidação do caso. O servidor envolvido se encontra detido e responderá por seus atos com todo o rigor da lei", diz a nota.
A arma utilizada no crime, a marreta, foi apreendida pela polícia, um símbolo da brutalidade que ceifou a vida de Liliane e traumatizou uma família.
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