
Imagine a cena: malas prontas, passaportes na mão, a contagem regressiva para um voo de volta para casa… e, de repente, o caos.
Foi exatamente o que aconteceu com um grupo de brasileiros em Dubai, momentos antes de embarcar para Lisboa, de onde seguiriam para Fortaleza.
O motivo? Os ataques do Irã em retaliação às ofensivas de Israel e dos Estados Unidos.
O conto de fadas em Dubai se transformou em um pesadelo de incertezas para 11 cearenses e um pernambucano.
O grupo, que incluía amigos e familiares, chegou ao aeroporto com a expectativa de decolar às 14h30 (horário local). A animação, contudo, foi interrompida por um balde de água fria: voo cancelado, sem previsão de remarcação.
Vinicius Linhares, um dos empresários do grupo, descreveu o cenário: "Recebemos a notícia de que toda a parte aérea de Dubai estava fechada, como também a região vizinha".
O aeroporto, outrora um portal para o mundo, transformou-se em uma prisão temporária. Imagine a confusão: 20 mil pessoas evacuadas, malas extraviadas, informações desencontradas.
Após 12 horas de angústia no aeroporto, o grupo foi finalmente encaminhado para um hotel. Mas o alívio durou pouco.
Ao deixarem o aeroporto, um estrondo abalou a todos. “A gente escutou um estrondo e, nesse estrondo, depois, quando a gente saiu de lá, foi quando a gente chegou no hotel, a gente soube que acabou ferindo algumas pessoas do aeroporto, quatro trabalhadores”, explicou Vinicius.
André Bessa, outro empresário do grupo, relatou o clima de tensão. "A situação é até complicada de falar porque a gente está muito sem informação, em um estado de meio que ‘transe’... A gente está nervoso, tenso com a situação. A gente está tentando ao máximo se manter o mais calmo possível", confessou.

No trajeto para o hotel, o grupo presenciou mísseis e drones sendo interceptados, um espetáculo aterrador em meio ao caos.
A cereja do bolo? Um alerta de possível bombardeio no hotel. "Nessa hora a gente se desesperou, teve um caos aqui dentro do hotel", disse André.
Apesar do pânico, o grupo não precisou se refugiar no subsolo, mas o susto foi o suficiente para deixar todos em estado de alerta.
E agora? Os 12 amigos e familiares permanecem no hotel, sem saber quando poderão deixar Dubai ou retornar ao Ceará.
Enquanto isso, convivem com a incerteza e os barulhos constantes de explosões, um lembrete constante da instabilidade na região.
André, inclusive, relatou ter ouvido explosões durante a entrevista, um testemunho arrepiante da realidade vivida pelo grupo.
Será que o pesadelo em Dubai terá um final feliz? Resta aguardar os próximos capítulos desta saga.
Enquanto isso, o grupo tenta manter a calma e a esperança, sonhando com o dia em que poderão finalmente pisar em solo cearense.
E você, o que faria em uma situação dessas?
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