
Um crime passional chocante abalou o Tocantins, e a justiça acaba de ser feita! Raimundo Filho Pereira da Luz, o algoz por trás de um ato de violência extrema, foi sentenciado a mais de meio século atrás das grades.
A condenação? Cinquenta anos, quatro meses e quinze dias de reclusão! O motivo? O assassinato brutal de André Nascimento Lima, o namorado da ex-mulher de Raimundo, e a tentativa covarde de feminicídio contra a própria ex.
A tragédia, digna de um roteiro de terror, se desenrolou em Araguaína, no dia 26 de março deste ano. Imaginem a cena: uma festa de aniversário, alegria e celebração, tudo abruptamente interrompido pela fúria de um homem obcecado.
Raimundo, cego pelo ciúme, não se importou com a medida protetiva que o impedia de se aproximar da ex. Desafiou a lei, a ordem, e a própria sanidade.
Após uma discussão acalorada, a polícia foi acionada. Parecia que a situação estava sob controle, mas a calmaria era apenas a máscara que antecede a tempestade.
Raimundo, com a frieza de um predador, esperou o momento certo. Aguardou os amigos da vítima se dispersarem para, então, invadir a residência.
André Nascimento Lima não teve chances. Foi alvejado a sangue frio e tombou sem vida no local. Uma execução sumária, a sentença de morte ditada pelo rancor.
Mas a sede de vingança de Raimundo não havia sido saciada. Ele seguiu até o quarto onde sua ex-mulher e os filhos se escondiam, tremendo de pavor.
A porta, a última barreira entre a vida e a morte, foi violentamente atacada. Um disparo atravessou a madeira, atingindo um dos filhos do casal, uma criança inocente.
Dois tiros, um no rosto e outro no braço. Marcas indeléveis de um trauma que ecoará por toda a vida daquele jovem.
O julgamento, conduzido pelo juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra, foi um mergulho nas profundezas da alma humana, um retrato sombrio da obsessão e da violência.

O Ministério Público apresentou provas contundentes, demolindo a frágil defesa de Raimundo. A premeditação, a gravidade dos fatos, o impacto devastador nas vidas das vítimas... tudo pesou contra o réu.
André Nascimento Lima deixou filhos órfãos, uma família destroçada. A ex-mulher de Raimundo, além das feridas físicas, carrega as cicatrizes de um terror psicológico implacável.
O juiz, ao proferir a sentença, foi implacável. O motivo torpe, o risco criado para outras pessoas, a dificuldade de defesa das vítimas... cada detalhe macabro foi levado em consideração.
E o fato de tudo ter acontecido na frente dos cinco filhos menores do casal? Um agravante que torna o crime ainda mais repulsivo.
Além da pena de reclusão, Raimundo terá que arcar com indenizações. Cinco mil reais para a família de André Nascimento Lima e cinco mil reais para a ex-companheira.
Um valor irrisório, uma compensação simbólica diante da dor irreparável causada por este ato de barbárie. A família, no entanto, poderá buscar uma indenização maior na Justiça cível.
A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE), responsável pela defesa de Raimundo, foi procurada para comentar a decisão, mas preferiu o silêncio.
O veredicto final? Justiça foi feita, mas a ferida permanece aberta. A história de Raimundo Filho Pereira da Luz é um lembrete sombrio dos perigos da obsessão e da importância de combater a violência contra a mulher.
Que a pena imposta sirva de exemplo para outros potenciais agressores. Que a memória de André Nascimento Lima seja honrada com a busca incessante por um mundo mais justo e seguro para todos.
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