
Campo Grande está no centro de um novo drama político-financeiro! A Câmara Municipal acaba de dar um presente de R$ 12 milhões ao Consórcio Guaicurus, a empresa que controla os ônibus da cidade.
Numa votação tensa, com 20 votos a favor e 8 contra, os vereadores aprovaram a isenção de impostos para o grupo. Seria esse um gesto para evitar o caos no transporte público?
A medida, que agora aguarda a canetada final do prefeito, tem como objetivo desonerar o Consórcio Guaicurus do pagamento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) até 2026.
A justificativa? Manter as tarifas de ônibus sob controle e evitar um aumento que pesaria no bolso dos passageiros.
Mas será que essa é a melhor solução? Ou apenas um curativo numa ferida muito maior?
Essa não é a primeira vez que o Consórcio Guaicurus recebe um mimo fiscal da prefeitura. Desde 2012, a empresa tem sido agraciada com isenções sob o argumento de que isso ajuda a manter as passagens mais baratas.
No entanto, nem sempre a promessa de tarifas acessíveis se concretiza. E a população, claro, fica de olho.
Em dezembro do ano passado, a novela ganhou um novo capítulo quando os vereadores decidiram não renovar a isenção para 2026. A decisão, porém, foi rapidamente revertida.

A reviravolta aconteceu em meio a uma das maiores greves de ônibus da história da cidade, causada por atrasos nos salários e benefícios dos trabalhadores.
Por quatro longos dias, os ônibus sumiram das ruas, deixando terminais vazios e passageiros revoltados. Um verdadeiro pesadelo para quem depende do transporte público!
Além da isenção de impostos, os vereadores também aprovaram um projeto de lei que prevê um subsídio de R$ 28 milhões para o Consórcio Guaicurus em 2026.
O repasse, de R$ 2,5 milhões por mês, seria destinado a cobrir os custos de benefícios como o Passe do Estudante e a gratuidade para idosos.
Com a aprovação desse pacote de bondades, fica a pergunta: o transporte público de Campo Grande está realmente nos trilhos certos?
O tempo dirá se essa estratégia vai funcionar ou se a população continuará refém de um sistema que vive à beira do colapso.
Uma coisa é certa: a novela do transporte público em Campo Grande está longe de terminar.
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