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A área onde a penetração matou pai, mãe e filho em Mendes Pimentel já era monitorada por risco geológico

A área onde a penetração matou pai, mãe e filho em Mendes Pimentel já era monitorada por risco geológico

Tragédia em Minas Gerais: deslizamento fatal já era previsto!

Uma família inteira – pai, mãe e filho – foi tragicamente soterrada em Mendes Pimentel, no leste de Minas Gerais, na madrugada da última quinta-feira (5). Mas o que choca ainda mais é que a área já era conhecida pelo seu alto risco geológico.

As vítimas foram identificadas como Marcelo Clemente dos Santos, de 40 anos, Késia Cristina Dutra de Oliveira dos Santos, de 35, e o pequeno Estevão Clemente Dutra, de apenas sete anos.

De acordo com a Polícia Militar, o chamado de emergência chegou logo após a meia-noite. Imediatamente, a área foi isolada, enquanto o Corpo de Bombeiros iniciava as buscas desesperadas.

O Tenente Lucas Tula, do Corpo de Bombeiros, revelou um detalhe ainda mais doloroso: "Por volta das 5 horas da manhã, eles conseguiram encontrar as três vítimas. Elas estavam no mesmo cômodo, no mesmo quarto ali, inclusive dormindo na mesma cama".

O que poderia ter evitado essa catástrofe? Será que os avisos foram ignorados?

Além da perda irreparável das três vidas, dois homens também ficaram feridos no deslizamento. Um deles, de 52 anos, sofreu uma fratura no braço, enquanto o outro, de 26, teve ferimentos na perna. Ambos foram prontamente socorridos e levados para um hospital em Mantena.

A Defesa Civil estadual explicou que o deslizamento foi um "movimento de massa", provavelmente causado pelo excesso de umidade no solo, resultado das fortes chuvas que assolaram a região nas semanas anteriores. Mesmo sem chuva no momento da tragédia, o estrago já estava feito.

O Sargento Igor Martins, da Defesa Civil, explicou que a combinação de chuvas intensas e um terreno íngreme elevou o risco a níveis críticos.

Três imóveis foram diretamente atingidos pelo deslizamento. Dois foram completamente destruídos, enquanto um terceiro sofreu danos parciais. E a preocupação não para por aí: outras residências na área estão sendo avaliadas, devido ao risco iminente de novos deslizamentos.

A área onde a penetração matou pai, mãe e filho em Mendes Pimentel já era monitorada por risco geológico

O prefeito de Mendes Pimentel, Paulo Antônio de Souza, informou que a cidade já havia decretado estado de emergência em 23 de fevereiro, justamente por causa das chuvas torrenciais. Equipes da prefeitura estavam realizando visitas preventivas em áreas consideradas de risco.

Segundo o prefeito, mais de 60 locais foram visitados e 11 famílias foram removidas de suas casas e encaminhadas para moradias temporárias, pagas pela prefeitura.

No entanto, nem todos parecem concordar com a versão oficial. Alguns moradores levantaram a suspeita de que um possível vazamento de água na região pode ter contribuído para o encharcamento do solo.

A Copanor, empresa responsável pelo abastecimento de água em Mendes Pimentel, negou qualquer anomalia em suas redes no centro da cidade. Afirmaram que não há registros de chamados relacionados a vazamentos na área.

Ainda segundo a Copanor, a estação pluviométrica registrou 267 milímetros de chuva no mês anterior, com um pico de 91 milímetros em um único dia (27/02), volume suficiente para saturar o solo e comprometer a estabilidade das encostas.

Após o desastre, a Copanor interrompeu o abastecimento de água na região, como medida de precaução.

A Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar as causas do deslizamento. A perícia esteve no local e a investigação será conduzida pela Delegacia de Mantena.

A área permanece isolada, enquanto equipes da prefeitura e da Defesa Civil realizam novas vistorias, tentando evitar que outras famílias sofram o mesmo destino trágico.

Um policial que atendeu à ocorrência descreveu a cena como devastadora: "Eles dormiam na mesma cama quando aconteceu". Imagens do local mostram a dimensão da tragédia.

Para mais informações sobre este e outros acontecimentos na região, visite g1 Vales de Minas Gerais.

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