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Indignação com a nomeação do "hipócrita" Miliband como seu novo chefe de Energia Zero Líquida por um alto funcionário público que aquece sua casa com uma CALDEIRA A ÓLEO.

Indignação com a nomeação do

Ed Miliband, o eterno paladino da causa ambiental, meteu-se numa tremenda saia justa. E não é por ter esquecido a sacola reutilizável no supermercado, viu?

A polêmica da vez? Nomear Jonathan Brearley para liderar seu Departamento para o Net Zero. Sim, aquele departamento que prega a redução drástica das emissões e um futuro verde para todos.

Até aí, tudo bem. Mas eis o detalhe que está fazendo a internet pegar fogo: Brearley, aparentemente, aquece sua casa com uma… CALDEIRA A ÓLEO!

Calma, respira fundo. A gente sabe, a ironia é quase palpável.

Enquanto o tal departamento empurra goela abaixo dos cidadãos comuns carros elétricos e bombas de calor caríssimas (e nem sempre eficientes), o futuro líder da parada se aconchega no calorzinho de um sistema a óleo.

É como se o chefão da dieta estivesse comendo um bolo de chocolate escondido no armário.

A indignação, claro, corre solta nas redes sociais. "Hipocrisia!", gritam uns. "Um escândalo!", vociferam outros. E, sejamos honestos, é difícil discordar.

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Afinal, como convencer a população a fazer sacrifícios em nome do planeta quando quem está no comando parece não estar disposto a fazer o mesmo?

Será que Miliband não sabia do "pequeno" detalhe da caldeira a óleo? Ou será que ele achou que ninguém ia notar?

As perguntas pairam no ar, enquanto Brearley, coitado, deve estar se sentindo mais quente do que sua própria caldeira.

A verdade é que esse tipo de situação mina a confiança do público nas políticas ambientais. E, convenhamos, a gente já tem motivos suficientes para desconfiar, né?

Porque, sejamos honestos, quem realmente pode pagar por um carro elétrico novinho em folha? E quem vai bancar a instalação de uma bomba de calor que, no fim das contas, pode não dar o resultado esperado?

O problema não é a causa ambiental em si, mas a sensação de que as regras valem para uns e não para outros.

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É como se a elite estivesse dizendo: "Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço".

Resta saber se Miliband vai conseguir contornar essa crise de imagem. Ou se a caldeira de Brearley vai continuar alimentando a fogueira da indignação.

Uma coisa é certa: o caso serve como um lembrete de que, em política, a coerência é tudo. Ou, pelo menos, deveria ser.

E que, antes de pregar a sustentabilidade para os outros, é bom dar uma olhada no próprio telhado (ou, no caso, na própria caldeira).

Aguardemos os próximos capítulos dessa novela politicamente (e ambientalmente) incorreta.

Porque, como diria o ditado, "casa de ferreiro, espeto de pau" nunca pegou bem, ainda mais quando o assunto é o futuro do planeta.

Será que Miliband vai demitir Brearley? Será que Brearley vai converter sua casa para energia solar? Façam suas apostas!

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