
Após um exílio dramático de 80 dias, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, prepara um retorno triunfal à sua terra natal. A notícia veio através de um vídeo publicado nas redes sociais da ativista.
Machado, que recentemente recebeu o Nobel da Paz, promete voltar "em poucas semanas". Mas o cenário que a espera é um tanto... peculiar.
Quem está no comando agora? Ninguém menos que Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina após a controversa captura de Nicolás Maduro por forças americanas.
E pasmem! O ex-presidente Donald Trump já deu seu selo de aprovação à gestão de Rodríguez. O mundo gira!
No vídeo, Machado não poupou palavras sobre seus objetivos. "Garantir uma transição para a democracia ordenada, sustentável e irreversível" é a missão, segundo ela.
A líder da oposição também conclamou seus compatriotas a se prepararem para "uma nova e gigantesca vitória eleitoral". Será que vem aí uma nova era para a Venezuela?
Grande parte do exílio de Machado foi passada nos Estados Unidos, onde ela se encontrou com figuras de peso como Trump e o Secretário de Estado Marco Rubio.
Durante suas visitas, Machado fez questão de enfatizar a necessidade de "cobrar" a vitória da oposição e construir pontes para a governabilidade.
Em um gesto simbólico, ela chegou a entregar sua medalha do Nobel a Trump, demonstrando sua gratidão pelo apoio americano.
No vídeo, Machado expressou sua gratidão ao governo e ao povo dos EUA, incluindo os militares que "arriscaram suas vidas pela liberdade da Venezuela".

Apesar da ausência de Maduro, Machado alertou que o "regime" mantém sua essência. "Querem ganhar tempo para que nada mude, mas tudo mudou", declarou.
Em fevereiro, um aliado de Machado, o ex-parlamentar Juan Pablo Guanipa, foi colocado em prisão domiciliar após ser detido por protestar e exigir eleições.
Guanipa, que já havia sido preso por acusações de conspiração, ficou em liberdade por menos de 12 horas antes de ser novamente detido. Que reviravolta!
Machado liderou a campanha de Edmundo González Urrutia nas eleições presidenciais de 2024, marcadas por alegações de fraude.
Após o pleito, ela viveu na clandestinidade por mais de um ano, até protagonizar uma fuga digna de um filme em dezembro de 2025.
A relação entre os EUA e a Venezuela também passou por uma transformação notável. Trump passou a se referir ao país como um "amigo e parceiro" em relação ao fornecimento de petróleo.
A imprensa americana noticiou que a deposição de Maduro foi fruto de negociações prévias com a cúpula do chavismo. Será que a história por trás dessa reviravolta ainda será revelada por completo?
Atualmente, Delcy e Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, são as principais lideranças do país.
Com Delcy Rodríguez no comando e atuando em colaboração com o governo Trump, a Venezuela vive um momento de transição. O que o futuro reserva para o país? Resta esperar para ver.
Imagem de María Corina Machado
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