
Alerta de crise boêmia em Nova York! O lendário 169 Bar, refúgio de artistas, notívagos e amantes de cerveja gelada no Lower East Side, pode estar com os dias contados.
A briga é feia: de um lado, o proprietário Charles Hanson, um sujeito que personifica o espírito underground de Manhattan. Do outro, o senhorio, sedento por... bem, quem sabe o que querem os senhorios, né?
Hanson, com a lábia afiada de quem já viu de tudo atrás do balcão, soltou a bomba: "Eu registrei a marca [do bar]. Se eu for, ele vai junto."

Entendeu o recado? É tipo ameaçar o Corleone com a morte da família toda. Mas será que o blefe vai funcionar?
O 169 Bar, com sua decoração kitsch, luz baixa e atmosfera decadente, é um ícone. Imagine o cenário: paredes adornadas com conchas, luzes piscando, e aquela trilha sonora que te faz sentir em um filme do Tarantino.

Dizem que já foi bordel no século 19. Especula-se que já viu mais histórias que a Biblioteca de Alexandria.
Mas o que está acontecendo? Aparentemente, a disputa com o senhorio escalou para níveis estratosféricos. Hanson, sentindo a pressão, jogou a cartada final: a marca registrada.
Traduzindo: se Hanson for obrigado a fechar as portas, ninguém mais poderá usar o nome "169 Bar". É como se o espírito do lugar fosse morrer junto.

O golpe é genial. O senhorio pode querer o espaço para construir um prédio de luxo, um Starbucks, ou sei lá o quê. Mas sem o nome, sem a mística, o lugar perde a graça.
Será que o senhorio vai ceder? Estaria disposto a matar a galinha dos ovos de ouro, a alma do bairro, por alguns dólares a mais no aluguel?
E os frequentadores? Estão em polvorosa, claro. O 169 Bar é mais que um bar. É um ponto de encontro, um refúgio, um pedaço da história de Nova York.

Nas redes sociais, a hashtag #Save169Bar já está bombando. Petições online, protestos em frente ao bar, tudo vale para salvar o lugar.
Mas, sejamos honestos, em tempos de gentrificação implacável, a luta é desigual. David contra Golias, Hanson contra o mercado imobiliário.

Especialistas em direito marcário garantem: Hanson tem a faca e o queijo na mão. A marca registrada lhe dá um poder enorme.
Mas o poder de um senhorio em Nova York... ah, esse é quase infinito.
A pergunta que não quer calar: o que vale mais? O dinheiro ou a alma de um lugar?

Resta-nos esperar e ver o desenrolar dessa novela boêmia. Uma coisa é certa: o 169 Bar não vai cair sem lutar.
E Charles Hanson, com seu jeito irreverente e sua paixão pelo bar, se tornou um herói improvável na luta contra a pasteurização cultural de Nova York.

Se o 169 Bar fechar, será uma perda irreparável. Um buraco negro na noite nova-iorquina, um silêncio ensurdecedor no coração do Lower East Side.
Portanto, ergam seus copos, brindem à resistência e torçam para que o 169 Bar continue a nos presentear com suas noites inesquecíveis. A batalha está apenas começando.
E se você estiver em Nova York, corre lá para tomar uma cerveja e dar um abraço no Hanson. Ele vai precisar.
Ir para à Página Inicial.