
No sertão do Ceará, um agricultor procurava água e encontrou... petróleo? A saga digna de um filme de Hollywood está a todo vapor, e a gente te conta tudo!
Sidrônio Moreira, morador de Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, queria apenas uma coisa: água. Mas a vida, meus caros, adora pregar peças.
Em novembro de 2024, ao perfurar o solo em busca de um poço d'água, Sidrônio se deparou com um líquido escuro e misterioso. Seria o "ouro negro" jorrando em suas terras?
O filho do agricultor, Saullo Moreira, gerente de vendas, desabafou ao g1: "O que a gente queria era água, né? O que a gente queria era solucionar o problema da água lá". Imagina a surpresa!
A Agência Nacional do Petróleo (ANP), claro, não perdeu tempo. Após a história viralizar, a agência notificou a família e anunciou que enviará uma equipe para investigar a fundo essa possível mina de ouro – ou melhor, de petróleo.
Enquanto aguardam a análise da ANP, os Moreira seguem se virando nos trinta para garantir o abastecimento de água. A ironia? Procuravam água e acharam... talvez, petróleo.
A residência da família, distante cerca de 35 km da sede do município, não tem o luxo da água encanada. Para matar a sede da família e dos animais, a solução é apelar para os caríssimos caminhões-pipa.
Na esperança de encontrar uma alternativa, o agricultor Sidrônio fez um empréstimo para cavar o poço que, em vez de água cristalina, jorrou um líquido preto que pode mudar a história da família... e da região.
Mas nem tudo são flores. A família foi alertada sobre os perigos de uma perfuração mal feita, que poderia contaminar o lençol freático e causar um desastre ambiental.
A novela ganha contornos ainda mais dramáticos: mesmo que o petróleo seja confirmado, Sidrônio não poderá vendê-lo. No Brasil, as riquezas do subsolo pertencem à União. É mole?
"Hoje, eu queria que, se fosse petróleo, a gente resolvesse o mais rápido possível pra ele ter essa forma de renda extra e, aí sim, se tiver uma forma de renda extra, ele conseguir, de alguma forma, levar a água", disse Saullo, esperançoso.

A propriedade dos Moreira até recebe água de uma adutora, mas o abastecimento é irregular e insuficiente. Resultado? Caminhões-pipa na maior parte do ano.
Em um vídeo gravado pela família, o momento exato da descoberta: um líquido escuro jorra do buraco, e Sidrônio comemora, certo de que encontrou água. Mal sabia ele...
"Quando eles estavam perfurando, já estavam quase a 40 metros, saiu um líquido. No vídeo, meu pai até comemora porque ele pensava que era água. E acabou que, depois que o perfurador parou, não saiu nada [de água]", relatou Saullo.
Testes preliminares indicam que o líquido tem características semelhantes ao petróleo encontrado em jazidas da região, no Rio Grande do Norte. Mas a palavra final é da ANP.
"Eu tinha vontade que eles viessem aqui ver isso aí e continuassem, para ver se dava alguma coisa. Qualquer coisa que desse aí servia para a gente, porque é uma calamidade muito grande de água aqui", declarou Sidrônio, com a esperança renovada.
Em junho de 2025, Saullo procurou o Instituto Federal do Ceará (IFCE) em busca de orientação. O engenheiro químico Adriano Lima, do IFCE, levou uma amostra para análise na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró (RN).
A família e o IFCE informaram a ANP sobre a descoberta em julho de 2025, mas a agência demorou meses para responder. A novela mexicana da vida real!
Localizado a 210 km de Fortaleza, Tabuleiro do Norte faz fronteira com o Rio Grande do Norte e está próximo à Bacia Potiguar, área de exploração de petróleo. Será que a sorte bateu à porta dos Moreira?
As análises preliminares confirmaram que o líquido encontrado é um hidrocarboneto semelhante ao petróleo. Mas calma! Só a ANP pode cravar se é petróleo de verdade.
A descoberta de petróleo não garante a exploração da área. Após a confirmação, a ANP divide a região em blocos de exploração, que são leiloados para empresas. Um longo caminho a percorrer...
Especialistas alertam que nem sempre a exploração é viável, seja pelo tamanho da jazida, pela dificuldade de extração ou pela baixa qualidade do petróleo. Será que o sonho de Sidrônio vai virar realidade?
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