
Os Estados Unidos jogam pesado! Washington declara que vai soltar a bomba – literalmente – no Irã com bombas gravitacionais de precisão.
Preparem-se, amantes de adrenalina! Mas o que diabos são essas bombas e por que deveríamos nos importar?
Segundo Pete Hegseth, o Secretário de Guerra do governo Trump, os EUA têm um “estoque ilimitado” dessas belezinhas. Parece que o show está apenas começando.
Então, qual é a pegada dessas bombas de gravidade?
Basicamente, são bombas lançadas de aviões bombardeiros, confiando na gravidade e na velocidade da aeronave para atingir o alvo, explica Vitelio Brustolin, professor de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense.
Essas bombas são as favoritas para alvejar pontos-chave do inimigo: veículos, depósitos de armas, centros de comando, bunkers subterrâneos – o pacote completo.
Brustolin esclarece: "As bombas de gravidade são as mais simples: as lançadas de aviões. Atualmente, muitas delas também são usadas para penetração, usam a gravidade e penetram no solo para destruir bunkers, por exemplo, e têm um mecanismo de explosão com retardo para poder explodir dentro dos alvos".
Pense nelas como o OG das bombas – o primeiro tipo de bombardeio da história, acionado simplesmente ao serem lançadas de um avião. Simples, mas eficaz!
Mas não se engane, "simples" não significa desprovido de tecnologia. Essas bombas evoluíram MUITO desde seus humildes começos.
Estamos falando de tecnologia de alta precisão que guia essas bombas direto ao alvo, mesmo depois de liberadas do avião. Daí o nome "bombas gravitacionais de precisão".
"Esses kits podem funcionar a laser, a GPS ou por controle remoto de diversos tipos", diz o professor.

Essas bombas já foram usadas contra o Irã antes. Uma MOP GBU-57 A/B foi lançada nas instalações nucleares em Fordo, na cidade de Qom, no ano passado. Quem se lembra?
Mas aqui está o problema: para usar essas bombas, você precisa dominar o céu. É preciso invadir o espaço aéreo inimigo sem ser abatido por mísseis.
Como diz Vitélio: "Essas bombas geralmente são usadas quando existe superioridade ou supremacia aérea. Supremacia aérea é o nível mais elevado de controle do espaço aéreo do oponente quando você consegue sobrevoar o território do oponente livremente".
E o gatilho? Permanece o mesmo desde o início. Sem frescuras. Sem mudanças.
Ainda segundo o governo Trump, os Estados Unidos projetam que, em até uma semana, conseguirão dominar totalmente os céus do Irã.
Um dos fatores que aponta para isso, é a diminuição dos mísseis lançados pelo regime iraniano – para atacar outros países ou para se defender de bombardeios em seu território.
Será que os EUA realmente vão dominar os céus iranianos? Só o tempo dirá.
Segundo o general Dan Caine, os disparos de mísseis balísticos do Irã caíram 86% desde o primeiro dia de combates, com uma redução de 23% nas últimas 24 horas.
O general ainda afirma que os Estados Unidos estão "alvejando e eliminando os sistemas de mísseis balísticos iranianos para evitar que representem uma ameaça" para suas forças, seus aliados e seus interesses na região.
Além disso, os ataques com drones de uso único "caíram 73% em relação aos primeiros dias", acrescentou.
Preparem a pipoca, pessoal. Essa história está longe de terminar.
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