
Paranaenses escapam de Dubai! Após dias de tensão, o pesadelo finalmente acabou.
O grupo de turistas do Paraná, que ficou preso em um transatlântico em Dubai, em meio ao turbilhão geopolítico no Oriente Médio, finalmente conseguiu embarcar para casa neste sábado (7).
Desde o fatídico sábado, 28 de fevereiro, eles estavam confinados, impedidos de deixar o navio e sem qualquer perspectiva de retorno ao Brasil. Uma verdadeira saga!
A razão? O fechamento do espaço aéreo em vários países cruciais – Israel, Catar, Síria, Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos – transformou a viagem de volta em um quebra-cabeça logístico.
Cristina Strik, a guia de turismo do grupo, compartilhou um pouco do alívio e da apreensão diretamente do saguão do aeroporto.
"Estamos muito felizes porque estamos saindo da zona de risco de Dubai", disse Cristina, com a voz embargada pela emoção. "Quero acalmar o coração dos paranaenses e os familiares dos que estão aqui. Estamos voltando, graças a Deus, seguros."
O itinerário de volta? Um voo para Barcelona, na Espanha, seguido da tão esperada conexão para o Brasil. Uma maratona aérea para matar a saudade de casa.
Mas nem tudo foram flores no aeroporto. "Tivemos alguns momentos de tensão, por conta de alguns alertas de mísseis", revelou Cristina. "Dentro do navio estávamos bem protegidos, porque o navio não era alvo. Mas a partir do momento que nós saímos, ficamos com um pouquinho de medo."
Além dos paranaenses, outros brasileiros e turistas de diversas nacionalidades – italianos, portugueses, franceses – compartilhavam a mesma ansiedade e o mesmo desejo de escapar da crescente instabilidade.

O grupo, composto principalmente por moradores de Londrina e Assaí, no norte do Paraná, havia partido do Brasil no dia 19 de fevereiro, com escalas em Doha (Catar) e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos).
Em Dubai, onde chegaram no dia 27 de fevereiro, tiveram um vislumbre da cidade antes que o caos se instalasse.
A ordem de retorno imediato ao navio, durante um passeio, soou como um presságio.
"E a gente ouviu alguns barulhos de explosão", relatou a guia, ainda sob o impacto da experiência. "Então os prédios aqui do centro em que nós estamos, aqui no porto, quase não dava para ver nada, porque estava tudo assim de fumaça, sabe?"
O cheiro de enxofre pairava no ar, impregnando a memória daquele dia fatídico. "Foi bem forte mesmo", frisou Cristina.
A estadia em Dubai, que deveria se estender até a noite de sábado, transformou-se em um limbo de incertezas, com o voo de volta para o Brasil, agendado para domingo (1º), cancelado indefinidamente.
O episódio serve como um lembrete da fragilidade dos planos em um mundo cada vez mais imprevisível. E da resiliência do espírito humano diante da adversidade.

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