O conto do vigário versão traficante? A Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Espírito Santo desmantelou um plano ousado de criminosos capixabas que tentavam turbinar seu arsenal com armamento pesado vindo diretamente da Rocinha.
A parada foi feia: R$ 200 mil em grana viva apreendidos! O destino final da bolada? Nada menos que a compra de fuzis, daqueles que fazem estrago de verdade.
E quem estava por trás dessa operação digna de filme? Diego Augusto da Silva Andrade, vulgo "Astro", 31 anos, chefão do tráfico em Planalto Serrano, na Serra. Detalhe: ele comandava tudo de dentro da cadeia!
A "Operação Fim da Rota" já tinha prendido seis envolvidos um dia antes, mirando na facção Terceiro Comando Puro (TCP). Mas a festa dos bandidos durou pouco.
A jogada de mestre envolveu a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Penal do Espírito Santo (PPES) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Uma força-tarefa de respeito!
Segundo as investigações, Astro planejava não só a compra dos fuzis, mas também uma fuga cinematográfica da prisão. Ia virar filme de ação!
O plano era dar o "saidão" e se instalar de vez no Rio, de onde continuaria a dar as cartas no mundo do crime capixaba. Mas a polícia chegou antes, estragando os planos do "Astro".
A delegada Gabriela Enne revelou que a polícia identificou três carros suspeitos de transportar a grana. Estratégia de filme, com batedores e tudo!
Dois veículos faziam o reconhecimento do terreno, checando se a barra estava limpa na rodovia. Tipo "missão impossível", só que com consequências bem reais.
O terceiro carro era a "nave-mãe", onde a grana estava escondida. E pasmem: além do motorista, tinha uma mulher e um bebê de oito meses a bordo!
Os R$ 200 mil estavam camuflados numa bolsa de criança, no porta-malas. Que audácia!
A "viatura da maldade" foi interceptada quando voltava para a Serra. Aparentemente, o motorista se ligou que o cerco estava fechando e tentou dar meia-volta.
Na hora do "pega", o motorista tentou usar a velha carta do "aniversário da esposa". Disse que estavam voltando de um "rolê" no Rio. Aham, senta lá, Cláudia!
Depois, mudou a versão: "Ah, não, sabe como é? A gente ia comprar um imóvel por lá...". A desculpa era tão esfarrapada que dava pra ver através!
O carro foi apreendido e a grana, devidamente depositada em juízo. Já os ocupantes foram levados para a delegacia, depuseram e foram liberados. Por enquanto...
"Não tinha como autuar ninguém por algo que 'ia' acontecer", explicou a delegada Gabriela Enne. É a lei, amigos.
E a cereja do bolo? O cara jurou que ia comprar uma casa na Região dos Lagos com a grana. Mas, questionado sobre imobiliárias ou anúncios, ficou sem palavras. Nervosismo que fala?
Diego, o "Astro", já tinha uma vasta ficha criminal, incluindo tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele já tinha fugido da cadeia no Espírito Santo e se escondido na Rocinha.
Mas a vida de fugitivo não durou muito. Ele foi recapturado em outra operação policial. A casa caiu!
E o plano de fuga? Segundo a delegada, estava "bem avançado, em fase de ajustes finais". Mas a polícia foi mais rápida e frustrou a "Operação Escape".
Moral da história? O crime não compensa. E, se compensa, a polícia chega e estraga a festa. Fim.
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