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Quase 3 dias após a 'explosão' que abriu a cratera na Consolação, nenhuma autoridade explicada motivo do acidente

Quase 3 dias após a 'explosão' que abriu a cratera na Consolação, nenhuma autoridade explicada motivo do acidente

São Paulo tremeu! Quase três dias se passaram desde que uma explosão misteriosa abriu um buraco digno de filme de ficção científica na Rua da Consolação, e o mistério continua mais denso que o ar da capital.

Enquanto o asfalto já foi remendado pela prefeitura, e o trânsito tenta voltar ao seu caos habitual, a pergunta que não quer calar é: o que diabos aconteceu ali?

Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento exato da "explosão", no domingo (1º), por volta das 23h. Preparem a pipoca porque o vídeo é de arrepiar!

Na segunda-feira (2), o trânsito virou um inferno com a interdição parcial da via. A liberação total só aconteceu na calada da madrugada de terça.

E a novela mexicana continua! A Cetesb (a polícia ambiental paulista) foi acionada pela prefeitura após a Enel (a companhia de energia elétrica) jogar a bomba: a explosão teria sido causada por um acúmulo de gases em uma galeria subterrânea.

Os técnicos da Cetesb reviraram a área em busca de pistas de substâncias inflamáveis, mas... surpresa! Nada foi encontrado.

O SP2 (telejornal local) mostrou que a confusão é generalizada: tanto a rede de gás quanto a de eletricidade passam por baixo da Consolação. A Enel jura que detectou gás, enquanto a Comgás (distribuidora de gás) nega qualquer vazamento na área.

Em comunicado oficial, a Prefeitura de São Paulo avisou que vai intimar a Enel a dar explicações sobre a origem dos tais gases inflamáveis que, segundo a empresa, estavam confinados na galeria.

A prefeitura ainda soltou um relatório técnico bombástico: a causa da explosão foi uma falha elétrica nos cabos subterrâneos da Enel.

A TV Globo tentou contato com a Enel, mas até o momento, silêncio total. Seria um blefe?

Diante do impasse, a prefeitura resolveu chamar reforços e acionou a Cetesb para fazer uma análise detalhada do solo.

A Cetesb confirmou que fará uma "inspeção técnica" no local para checar a presença de substâncias inflamáveis e avaliar as medidas tomadas pelas concessionárias envolvidas.

Quase 3 dias após a 'explosão' que abriu a cratera na Consolação, nenhuma autoridade explicada motivo do acidente

O Secretário de Subprefeituras, Fabrício Cobra, jogou mais lenha na fogueira, afirmando que a principal suspeita é de que houve uma combustão de borracha dentro da rede subterrânea da Enel.

“O que a gente tem de confirmado é que é uma galeria da rede elétrica da Enel que explodiu. A Congás teve presente nas 24 horas, fez o exame de todos os gases e eles não têm o material metano. Ou seja, não é gás natural. E a característica da explosão não é parecida com gás natural", explicou Cobra.

O secretário continuou: "Técnicos no local com a parceria com a Cetesb levantaram uma nova hipótese que pode ser oriundo das próprias características, porque teve fumaça preta uma hora antes, solo aquecido e cheiro de borracha queimada".

"Então, a hipótese é que pode ter tido uma combustão de borracha dentro da rede da Enel, que pode ter gerado a combustão. A Cetesb durante o dia vai fazer essa análise e passar para a imprensa”, finalizou Cobra.

Para deixar tudo ainda mais claro, a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) enfatizou que "a galeria danificada trata-se da rede subterrânea de energia" e que "nenhuma galeria pluvial da prefeitura foi danificada na explosão". Ufa!

E mais: a Enel "trabalhou na reconstrução da rede e alterou a tampa de acesso ao poço de visita, retirando a tampa de concreto por uma tampa de ferro com acesso mais rápido para manutenção de rotina".

A empresa já tinha cantado essa pedra: havia acúmulo de gás dentro da galeria, mas a origem, por enquanto, é um mistério.

A prefeitura fez questão de frisar que "a concessionária de gás constatou que o vazamento não foi proveniente da rede de gás natural. A Sabesp informou que no local não há rede de esgoto".

Um produtor que passou pela área pouco antes da explosão relatou ter sentido um cheiro forte: “A priori, eu achei que fosse um cheiro de plástico queimado. Só que eu senti um pouquinho de cheiro de gás também. Não ficou muito claro o cheiro. Então, estava uma mistura de gás e plástico”, disse.

Já um tatuador, morador de um prédio próximo, disse que sentiu um cheiro inconfundível: “Era cheiro de borracha, sabe borracha queimada? Era meio uma mistura de borracha com gás... Um queimado, borracha. Lona de carro quando derrapa”, relatou.

E assim, a saga da cratera da Consolação segue sem um final claro. Resta aguardar os próximos capítulos dessa novela cheia de mistério, fumaça e, quem sabe, um pouco de borracha queimada.

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