
Barraco na Câmara de Natal! A votação que poderia cassar o mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT) foi suspensa em meio a um turbilhão de acusações e manobras políticas.
A novela começou quando a Justiça do Rio Grande do Norte aceitou o argumento da vereadora de que ela não teve a chance de se defender adequadamente na Comissão Especial. Imaginem o drama!
E a novela continua: a Justiça mandou reabrir o processo justamente para ouvir Brisa. A Comissão já tinha encerrado os trabalhos, mas agora vai ter que voltar à ativa.
Para entender o bafafá: a comissão já tinha votado para arquivar a denúncia contra Brisa, por 2 a 1. Mas a palavra final seria do plenário da Câmara, em votação marcada para esta quarta-feira (4). Era tudo ou nada!
Só para complicar ainda mais, em janeiro, o plenário já tinha rejeitado um relatório da comissão que pedia o arquivamento do processo. Ou seja, o clima já estava tenso faz tempo.
Agora, com a suspensão da votação, a comissão remarcou o depoimento da vereadora para quinta-feira (5). A data é o limite legal para a Câmara Municipal de Natal julgar o caso. Será que vai dar tempo?
O regimento interno da Câmara e um decreto-lei dão um prazo de 90 dias para todo o processo. E não pode prorrogar! Se a decisão não sair até quinta, o processo será arquivado de novo. Que agonia!
Aliás, o primeiro processo contra Brisa também foi arquivado por causa do prazo. E adivinhem? O novo pedido foi aberto no mesmo dia. Para que perder tempo, não é mesmo?
Quem está por trás dessa história toda? Os dois processos contra Brisa partiram de denúncias do vereador Matheus Faustino (União Brasil). Ele alega que a vereadora usou emendas parlamentares para o "Rolé Vermelho".
Segundo Faustino, o evento tinha um forte viés político-partidário e, por isso, não poderia ter recebido dinheiro público. Será que ele tem razão?

E não para por aí! Com a votação suspensa, o vereador Subtenente Eliabe (PL) resolveu atacar e denunciou a vereadora Samanda Alves (PT) no Conselho de Ética da Câmara. Ela é a presidente da Comissão Processante que analisava o caso Brisa. Fogo amigo?
A denúncia questiona a forma como Samanda conduziu os trabalhos e fala até em má-fé. E para completar, Samanda e Brisa são do mesmo partido! Será que isso influenciou?
Eliabe aponta vários problemas no processo, como a demora para definir o cronograma, reuniões online fora do regimento e a falta de intimação de testemunhas da defesa. Que rolo!
Ainda de acordo com a denúncia, Samanda teria tentado jogar a culpa pelos atrasos em outros órgãos da Casa. Quem será que está falando a verdade?
Samanda Alves, por sua vez, garante que está tranquila e que conduziu tudo de forma transparente e técnica. Ela diz que entrou na comissão por sorteio e que todas as decisões foram tomadas em conjunto, com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da Câmara.
"Não houve qualquer decisão individual. Todas as deliberações foram construídas pelos três membros da comissão, com orientação técnica e respeito ao regimento", afirmou Samanda.
Ela também garante que o cronograma foi divulgado com antecedência e que todas as reuniões foram registradas formalmente, com a presença e orientação técnica da Procuradoria da Casa.
Para quem perdeu o começo da história: esse é o segundo processo contra Brisa Bracchi. O primeiro foi arquivado porque a Câmara não conseguiu votar a tempo. E, como já contamos, um novo pedido foi protocolado no mesmo dia.
A acusação é que Brisa usou R$ 18 mil de emendas para financiar um evento que teria celebrado a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Babado!
A denúncia diz que o evento tinha cunho político e que o uso da verba foi irregular. Será que Brisa terá que se explicar?
No primeiro processo, Brisa chegou a acionar a Justiça porque não foi notificada da sessão com a antecedência mínima de 72 horas. A sessão foi suspensa e a Câmara perdeu o prazo. Será que a história vai se repetir?
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