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Transporte público em Campinas: veja os próximos passos que os vencedores do leilão terão que cumprir até o início da operação

Transporte público em Campinas: veja os próximos passos que os vencedores do leilão terão que cumprir até o início da operação

Campinas finalmente respira aliviada! Depois de uma saga que parece ter saído de um roteiro de novela – com direito a atrasos dignos de filme, batalhas nos tribunais e até boatos de falcatruas que fariam inveja a qualquer vilão – a novela da concessão do transporte público teve um desfecho.

Os vencedores da maratona? A Sancetur e o Consórcio Grande Campinas, que levaram a melhor no leilão e agora têm a missão de conduzir o transporte coletivo pelos próximos 15 anos, com a possibilidade de estender a jornada por mais cinco.

Calma, não joguem confetes ainda! A posse não é imediata. Existe um labirinto burocrático a ser percorrido antes de vermos esses titãs do transporte assumindo o volante.

Mas quais são os próximos capítulos dessa saga? O prefeito de Campinas, Dário Saadi, e o maestro da Emdec, Vinícius Riverete, revelaram ao g1 os bastidores dessa transição. Preparem a pipoca!

O primeiro desafio é para os vencedores provarem que conseguem dançar conforme a música dos novos custos. Afinal, as ofertas originais sofreram um "tuning" durante o leilão. Será que o bolso aguenta?

Planilhas turbinadas à vista! As empresas têm cinco dias úteis – com um bônus de cinco dias extras, caso precisem – para entregar novas planilhas de custos. Esses documentos são como o DNA da operação, revelando todos os gastos, da frota aos salários, ajustados à tarifa final ofertada.

E se a empresa der um "migué" e não comprovar a viabilidade da tarifa? A segunda colocada pode ser chamada para o baile. A concorrência é acirrada!

A Comissão de Licitação, como uma banca de jurados exigente, vai dissecar as planilhas para ver se a proposta tem fôlego para chegar ao fim da maratona. Essa etapa não tem um cronograma definido. A paciência é uma virtude!

Após a análise, o veredicto será publicado. Preparem os ouvidos para o rufar dos tambores!

E, como em toda boa disputa, abre-se um período de três dias úteis para as empresas darem o seu "chorinho", apresentando recursos administrativos caso discordem do resultado.

Se não houver contestações – ou após a análise delas – a licitação é homologada, confirmando oficialmente os vencedores. Que venham os confetes!

Transporte público em Campinas: veja os próximos passos que os vencedores do leilão terão que cumprir até o início da operação

O consórcio vencedor terá até dois meses para criar as Sociedades de Propósito Específico (SPEs). Essas empresas são como "braços" criados exclusivamente para operar o transporte coletivo de Campinas.

Com as SPEs no pódio, é hora de assinar o contrato de concessão com a prefeitura. Que a tinta da caneta traga prosperidade!

O poder público terá até 120 dias (90 dias + 30) para emitir a Ordem de Serviço, o documento que dá o sinal verde para as concessionárias começarem a investir pesado.

A partir da ordem de serviço, as empresas terão até 180 dias para turbinar a frota com novos ônibus, estruturar as garagens e preparar toda a operação. O objetivo? Disponibilizar um sistema de transporte coletivo de dar inveja!

E quem brilhou no leilão? A Sancetur abocanhou o Lote Sul – que atende as regiões Leste, Sul e Sudoeste, com bairros como Centro, Parque Oziel e Ouro Verde – com uma oferta de R$ 9,54 (deságio de 14,9%) para o valor da tarifa de remuneração.

Já o Consórcio Grande Campinas fisgou o Lote Norte – que atende as regiões Norte, Oeste e Noroeste, com bairros como Barão Geraldo e Campo Grande – com uma proposta de R$ 9,49 (deságio de 19,3%) para a tarifa de remuneração.

A disputa foi acirrada, especialmente pelo Lote Norte. A sessão durou cerca de duas horas e contou com a presença de autoridades como o prefeito Dário Saadi e o diretor-presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

Para montar o edital, a prefeitura ouviu a voz do povo, analisando 1,1 mil contribuições apresentadas na consulta pública. A administração municipal garante que a licitação adota princípios de equilíbrio econômico-financeiro e separa a tarifa pública da tarifa de remuneração.

Os investimentos na renovação da frota de ônibus serão da ordem de quase R$ 900 milhões nos cinco anos iniciais de contrato, e mais R$ 800 milhões nos dez anos restantes, totalizando R$ 1,7 bilhão em 15 anos. Um verdadeiro "upgrade"!

E não para por aí! Haverá investimentos em tecnologia embarcada e nos terminais e estações, totalizando R$ 1,9 bilhão. Campinas vai virar referência em transporte público!

A novela da licitação se arrasta desde 2016, com idas e vindas nos tribunais e um edital que foi suspenso e reformulado diversas vezes. Mas, finalmente, a luz no fim do túnel apareceu!

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