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Um dos pedágios mais caros do Brasil é desativado após 28 anos no RS; entenda

Um dos pedágios mais caros do Brasil é desativado após 28 anos no RS; entenda

Fim da picada para o bolso dos gaúchos! As cancelas se fecharam, o dinheiro parou de jorrar... Pelo menos, em quatro praças de pedágio no Rio Grande do Sul.

Após longos 28 anos de "contribuição" compulsória, os pedágios do polo rodoviário de Pelotas finalmente se aposentaram à meia-noite da última quarta-feira (4).

O contrato entre o governo federal e a Ecovias Sul, a concessionária responsável, expirou pontualmente às 23h59 da terça-feira (3), marcando o fim de uma era de tarifas salgadas no sul do estado.

Preparem os lenços (de alegria!): as praças de Canguçu e Rio Grande, na BR-392, e Pelotas e Jaguarão, na BR-116, não vão mais extorquir (ops, cobrar) a sua passagem.

Para quem não sabe, o valor cobrado ali era de fazer chorar até o mais rico dos sheiks.

Motoristas de carros de passeio desembolsavam R$ 19,60 em cada uma delas – um valor que, acreditem, era um dos mais altos do Brasil! Uma facada no orçamento de qualquer um!

Em 2024, pasmem, esses pedágios ostentavam o título de mais caros do país.

Mas calma, que a alegria não para por aí.

Caminhoneiros, preparem o sorriso! Suas viagens entre Porto Alegre e Rio Grande ficarão cerca de R$ 350 mais baratas. Uma baita economia!

As tarifas para os grandões variavam de R$ 39,10 a inacreditáveis R$ 117,40, dependendo do número de eixos.

“Um nove eixos é R$ 235. Não tem como, é muito caro", desabafou o caminhoneiro Cláudio da Silva, representando a voz de toda uma categoria.

E agora, quem assume o volante? Com o fim da cobrança, a responsabilidade pela gestão dos trechos volta para o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Um dos pedágios mais caros do Brasil é desativado após 28 anos no RS; entenda

Segundo o órgão, quatro contratos terceirizados foram firmados para garantir a manutenção rotineira, incluindo roçada, drenagem e conservação das pistas. Ufa! Alguém precisa cuidar das estradas, né?

O resgate e o socorro, que antes eram atribuição da concessionária, agora serão operados por cada município.

A Ecovias Sul, por sua vez, vai desligar cinco ambulâncias e uma UTI móvel. No último ano, foram registradas 13 ocorrências diárias nos trechos. Que a nova estrutura dê conta do recado!

O Samu de Pelotas já está se preparando para o aumento da demanda, com planos de ampliar a frota e contratar 10 novos profissionais.

As balanças de pesagem de Pelotas e Rio Grande também serão desligadas, passando a ser responsabilidade do DNIT.

Nos últimos cinco anos, a concessionária multou 27 mil veículos por excesso de carga. É peso que não acaba mais!

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está de olho no tempo de resposta para emergências.

Afinal, "uma empresa estrategicamente posicionada na rodovia, logicamente, tem um tempo de resposta mais curto do que o Estado conseguirá prover", ponderou Daniel Pitrez, chefe de delegacia da PRF.

A concessão original, iniciada em 1998, tinha duração de 15 anos e foi prorrogada em 2013 até 2026. Um contrato emergencial chegou a ser cogitado, mas não vingou.

A nova concessão só deve entrar em vigor em 2027, com previsão de investimentos na ordem de R$ 6 bilhões.

A licitação está a cargo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com audiências públicas agendadas para este mês em Brasília, Pelotas e Porto Alegre. Fiquem de olho!

Para mais informações e para participar das audiências públicas, acesse o site da ANTT: https://www.antt.gov.br/

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